Os Motivos do Tumulto (ou A Ninfetinha)   Leave a comment

Música de aeroporto e cozinha, sobre as desventuras e a dignidade da militância…

Eu não sabia a letra, tive que tocar e cantar lendo!

Dedicada à Maria Zanuncio, companheira de luta e indiretamente autora do nome da canção…

Publicado 5 de janeiro de 2011 por zedovale em Uncategorized

As Flores do Asfalto   Leave a comment

Essa canção é sobre um bairro que já foi Bairro das Flores, é sobre um bairro cujas ruas têm nomes de árvores e flores, é sobre um bairro cujo povo é exatamente isso aí que a música fala…

Essa canção é sobre Feu Rosa e Vila Nova de Colares!

Publicado 5 de janeiro de 2011 por zedovale em Uncategorized

O Menino do Dedo Verde   Leave a comment

Composta em parceria com um grande poeta alemão!

Um Reggae sobre a luta em favor da vida e da dignidade!

Publicado 5 de janeiro de 2011 por zedovale em Uncategorized

[Ensaios Desafinados] O Negócio É Sério   Leave a comment

Um pequeno improviso, como diz uma o título de uma música dos Paralamas…

Essa nasceu ontem à noite (ou já hoje de madrugada?), enquanto tocava e tentava gravar outra música. Aconteceu o acidente, o incidente, de esta pequena canção me aparecer, e eu me deixei pegar! Sabe aquelas coisas que te pegam? É quando se ajuntam ao redor de ti uma seriezinha de vetores que não ensaiaram pra qual lado rumar, então é completamente imprevisível o que vai resultar daí… Pois bem, essa canção é uma pequena resultante de vetores improvisados…

Foi cantada uma oitava acima do que sou capaz de fazer (pra variar) com minha voz… Ou aprendo a fazer aí ou acho alguém com cacife pra interpretá-la… Ela perde todo o brilho que eu vejo que ela pode ter, quando interpretada uma oitava abaixo! O fato de ter sido gravada logo que acordei colabora pro resultado cômico (acordo sempre com a voz mais limitada), então ficou excelente, considerando o que poderia eu fazer…

Eu vim aqui pra te dizer
Que isso pra mim é negócio sério,
Que isso pra mim é negócio sério,
Que isso pra mim é negócio sério,

E se isso pra mim é negócio sério,
Não to aqui pra brincadeira,
Não to aqui pra brincadeira…

beijinhos de maracujá!

Publicado 17 de julho de 2010 por zedovale em Uncategorized

[Ensaios Desafinados] O Arquiteto do Planeta   1 comment

A PRIMOGÊNITA

Eu poderia ficar três horas digitando coisas sobre essa música: Ela fala de psicologia, de amor, de revolução, de Feu Rosa, de miojo, de mil coisas… Sei que vou falar bastante neste post, e ainda assim, sei que nada terei dito sobre ela…

Não que o mundo esteja pronto, mas essa é a história de um homem que sonha que o mundo ainda não estava pronto e que ele era um dos operários na obra de sua construção… Tudo o que ele quer é a atenção de uma das transeuntes… Mas isso envolve bem uma pá de coisas… E aí a letra da música é uma carta…

Isso que eu vou dizer agora não vai fazer sentido para quem a escutar, mas na verdade a música é a história de uma música (ela mesma) sendo dedicada aos ouvintes da rádio que a executa… Digamos que a narração do radialista foi censurada… E toda censura altera a geografia de uma canção…

Tem uns trechos que dá vontade de enfiar a cabeça na terra, e essa é uma que poderia ter ficado melhorzinha na gravação… Errei a finalização dela, mas não quis gravar de novo, preferi deixar assim mesmo… Quando ela estiver mais redondinha, sugerirei que as pessoas voltem aqui neste post para comparar as versões…

Um conto de fadas apocalíptico de construção civil… Espero que adorem apesar dos erros de interpretação! Eu adoro!!!

Essa tarde eu tive um sonho
Eu não me lembro nada muito exato
Eu via pessoas nuas, via uma estrada de argila
E muita lama onde deveria haver asfalto
Parecia que o mundo ainda não estava pronto
E havia muito a se fazer
E homens uniformizados botavam a mão na massa
E faziam eu não sabia se sabiam o quê

E os operários dedicados
Não prestavam atenção aos encantos dali
Onde mulheres sinuosas
Insinuavam em carne toda a beleza do existir
E os operários dedicados
Não prestavam atenção
Aos corpos lindos e despidos que fariam normalmente
Qualquer um desejar tê-los sob o toque das mãos

Eu te via e você não me via
Parecia que eu era invisível pra você
Eu queria parar o que fazia
Pra fazer de alguma forma você me ver!
Mas por motivo que eu desconheço
Mesmo sem saber que o mundo não pode parar de ser feito
Eu continuei o meu ofício
Do jeitinho de um rio que segue seu leito

Do jeitinho que tempo corre
Do jeitinho que a canção se canta
Nenhum verso é livre para não compor poema
Não se escolhe existir, não adianta
E nesse sonho alguém brigava
E eu tentava acalmar as duas,
E elas, juntas, me colocavam pra fora de casa
Que eu deveria era estar no movimento das ruas

E se eu fosse o arquiteto todos me veriam
E nós seríamos príncipe e princesa
Mas meu suor e capacete te afastavam de mim
Como o fogo do dragão e os muros da fortaleza
E só eu via teu corpo bonito
Que o sol doura e a lua prateia
Do jeitinho que a mordida ama a maçã
Do jeitinho que a mosca ama a teia…

beijinhos de maracujá!

Publicado 17 de julho de 2010 por zedovale em canções, ensaios desafinados, vídeos

[Ensaios Desafinados] O Contrário   Leave a comment

(ou Prefácio a Uma Epistemologia Tupiniquim)

Uma canção incompleta… Não é de hoje que eu sinto que falta ainda muito corpo a ela, mas depois de assistir ao vídeo é que eu percebi o quanto ela está não-pronta, e pra falar a verdade, ainda bem tosca…

A pior de todas as gravações que fiz até agora… Mal interpretada em todos os sentidos, a voz não encaixa na harmonia, faltaram arranjos vocais, muito desafinada, violão mal tocado, tocada inseguramente, descompassada, perdeu muito do timbre que é bonito nela, quando eu geralmente a toco… Enfim, uma delíca… Mas nada disso configura problema se estamos falando de Ensaios Desafinados…

Hoje eu já toco essa música muito melhor do que tocava oito horas atrás!

Saindo da interpretação… É uma música que nasce sem letra, e uma letra que nasce de um desabafo… Fala sobre a necessidade de não confiar no que uma pessoa declara ser, e sobre a covardia de não admitir que desconfiou… Não fala sobre alguém que nunca havia sido abordado pela polícia e sofre seu primeiro trauma…

Fala sobre a mais humilhante abordagem sofrida por alguém que passou a vida inteira sendo  alvo de “procedimentos-padrão”…

E como sou bom cientista, quis fazer uma canção sobre metodologia de pesquisa… Quem é a associação científica que reivindica para si a padronização de tais procedimentos, afinal?

Dedicada à FAFIA

A ciência da chibata tem em suas mãos
Condições do Concluir o necessário
Pela cor da pele de quem não é cidadão
Até que se prove o contrário

“Cantar estancou meu sangue”.

beijinhos de maracujá!

Publicado 17 de julho de 2010 por zedovale em canções, ensaios desafinados, vídeos

Por que publicar Ensaios Desafinados?   Leave a comment

Por que, meu Deus?!?!? Por quê?!?!?

Por que, meu Deus?!?!? Por quê?!?!?

Não está pronto… Ainda nem está bom… Então por que tornar públicas essas músicas que de tão mal treinadas mal podem ser filmadas com uma qualidadezinha de execução? Ainda não tem a banda, ainda não tem um bom arranjo no violão, a voz sai mal respirada e desafinada, erros na letra, erros no tempo, ruídos indevidos, tá tudo errado! Quem conhece a música sabe melhor do que ninguém que ela está mal executada, e no entanto é esse mesmo quem a publica… E volta a pergunta:

Por quê?

Ensaios Desafinados é uma série de vídeos que têm a intenção de explicitar o que deve ser melhorado, o objetivo é ver de fora. Todo bom esquizoanalista sabe o quanto o que vem de fora, o que é máquina de guerra, faz toda a diferença! Ensaios Desafinados é uma tentativa de sair da música, vê-la vestida no manequim, e repensar como vesti-la novamente… Como revesti-la…

Mas se o objetivo é ver de fora, por quê publicar? Não justificou ainda…

Primeiro, que o publicado, apesar de tudo, publicado ainda não está. O YouTube é máquina de popularidade, mas vídeos de famosos são muito mais vistos, e algo que por preguiça nomearei SORTE é necessário caso queira um vídeo famoso sem ser famoso… Zé do Vale, o Zé Banguela, não é famoso… Talvez o círculo de amigos, e olhe lá (muitos deles demorarão a descobrir estes vídeos), e esta é a segunda explicação: Compartilhar as canções com os amigos próximos…

Na verdade, ouvir dos amigos ouvintes suas opiniões sobre as músicas é uma segunda forma de ouvir de fora… Uma coisa é estar em presença de uma pessoa e tocar-lhe uma canção no violão… Outra coisa é um registro em vídeo, youtubeado, link divulgado… Meus amigos são eu mesmo… E eles vendo, eu vejo… Então os Ensaios Desafinados não estão sendo publicados…

Espero que com esta experiência, consiga arredondar canções, e chegar mais perto de algo publicável…

Também é importante dizer que “Ensaios Desafinados” é “Punk Rock Dedilhado”. A estética pseudo-suja do Do It Yourself. Não é suja, é mal feita mesmo. Mas é claro que eu gostaria que ficasse mais limpa. É suja por opção, mas não por intenção. Opção afobada de não esperar mais um pouco, até que possa lançar algo como intenciona-se. Punk Rock Dedilhado é pressa, é “quem disse que ainda não estou pronto”. E assim sendo, a estética Punk Rock Dedilhado é o que move-me a, subtamente, decidir “publicar” Ensaios Desafinados.

Acho que há uma última coisa a dizer: “Cantar parece com não morrer”. Palavras do mestre Ednardo, que outro mestre, Itamar, acabou reafirmando em outras palavras: “Cantar estancou meu sangue”. Não explica, mas acrescenta. Define.

Bem vindas e bem vindos aos meus desafinados ensaios, e ao blog ttp://zedovale.wordpress.com/

beijinhos de maracujá

Publicado 16 de julho de 2010 por zedovale em ensaios desafinados, justificativas

[Ensaios Desafinados] Uma Mentira   Leave a comment

O tema dela é pouco religioso, mas graças à melodia pobrinha e linear, comentaram comigo que ela parecia música gospel, uma vez que eu toquei ela… Um até disse que pensou que era Aline Barros… Mas que começou a achar que não era quando chegou na parte da unha…

O povo do campo e os povos tribais não-nômades têm uma relação com a terra que é de pertencimento (das pessoas à terra, e não da terra às pessoas)… Essa música fala de amor à terra, e do amor da terra ao povo que a ama… Resumindo, é uma canção de amor!

E como terra é algo tão sagrado, por que não dizer que é uma canção gospel?

Ela é o meu coração,
Bate em mim, apaixonada,
Finca as suas unhas neste solo
Onde quer pra sempre viver… Viver…

E construir o seu lar,
E passear pelo mundo todo,
Rumar seu trem pelas idas e vindas
Dos caminhos de um trilho torto…

Hoje quero ter o tempo todo que me possa
Ser doado pelo meu destino para destinar
A minha carne às ofertas exigentes desta deusa
Que me ordena erguer seu templo, ofertar-me inteiro sobre o teu altar,

Eis a primeira canção de nosso blog! =) Apreciem!

beijinhos de maracujá!

Publicado 16 de julho de 2010 por zedovale em canções, ensaios desafinados, vídeos

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